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Sal Bernardo

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Candidata a Dep. Estadual AL PT
Capa de Sal Bernardo

Quero levar para a Assembleia as vozes, as experiências e as lutas que ajudaram a formar a minha própria caminhada.

 

Não apresento respostas prontas. Apresento disposição para construir. Acredito no diálogo como prática política, na escuta como método e na participação popular como condição para uma democracia verdadeiramente viva.

 

Uma caminhada construída pela vida

Sou filha de uma família trabalhadora e foi nesse ambiente que aprendi, desde cedo, o valor da dignidade, da solidariedade e da responsabilidade coletiva. Esses ensinamentos moldaram a forma como compreendo a vida e permanecem presentes em tudo aquilo que escolhi construir.

Aos quatorze anos, encontrei no Movimento Negro um espaço de pertencimento, formação política e fortalecimento da consciência racial. Foi ali que comecei a compreender que muitas das desigualdades vividas pela população negra, especialmente pelas mulheres negras, não eram experiências individuais, mas resultado de uma história marcada pelo racismo estrutural e pelas profundas desigualdades sociais.

A vida ampliou essa compreensão. A maternidade, os desafios enfrentados como mulher negra e as diferentes formas de violência que atravessam a vida de tantas mulheres fortaleceram minha consciência de gênero e reafirmaram meu compromisso com os direitos humanos e a justiça social.

Ao longo dessa caminhada, encontrei na educação, na cultura e na ancestralidade caminhos para transformar indignação em compromisso e conhecimento em ação coletiva.

Essa caminhada continua sendo construída todos os dias, na escuta, no diálogo e no encontro com pessoas que acreditam que outro futuro é possível.


É dessa caminhada que nasce o meu compromisso com Alagoas.


Identidades que me constituem

Sou muitas experiências reunidas em uma mesma caminhada.

 

Sou mulher. Sou negra. Sou lésbica. Sou mãe. Sou mulher de terreiro. Sou professora, pesquisadora e trabalhadora da cultura. Sou militante dos movimentos sociais e alguém que aprendeu a fazer política a partir da vida real.

Nenhuma dessas identidades existe separada das outras. Elas se encontram, se atravessam e formam o lugar a partir do qual compreendo o mundo, reconheço desigualdades e construo compromissos.

Ser mulher negra me ensinou a perceber como raça, gênero e classe determinam oportunidades e também como as mulheres negras transformam cuidado, trabalho, conhecimento e resistência em força coletiva.

Ser mulher de terreiro fortalece em mim o respeito à ancestralidade, à liberdade religiosa, às comunidades tradicionais e aos saberes que sobreviveram mesmo diante de séculos de perseguição e racismo. Também me ensina que natureza, ancestralidade e comunidade não estão separadas: cuidar das águas, das matas, do solo e de todas as formas de vida é proteger memória, espiritualidade e futuro.

Ser trabalhadora da cultura me ensinou que cultura não é ornamento. É direito, memória, trabalho, renda, identidade, pertencimento e desenvolvimento.

Ser professora e pesquisadora reafirmou minha convicção de que conhecimento precisa circular e produzir autonomia.

 

Educar para transformar territórios é o método. 

Escutar, construir e transformar é a prática.

A voz que transforma luta em lei!


Se a pré-campanha foi o tempo de afirmar de onde venho e como acredito que a política deve ser construída, a campanha é o tempo de assumir compromissos.

A voz que transforma luta em lei não é apenas um slogan. É a síntese do lugar que desejo ocupar na política.

Quero que as lutas que encontro nos territórios não terminem na escuta. Quero contribuir para que elas se transformem em proposições, políticas públicas, orçamento, fiscalização e direitos.

Transformar luta em lei significa reconhecer que uma deputada não fala sozinha. Ela precisa escutar, articular, propor, fiscalizar e devolver à sociedade os caminhos construídos dentro das instituições.

É assim que compreendo representação: como ponte entre a vida das pessoas e os espaços onde decisões são tomadas.

 

Direitos das Mulheres Direitos LGBTQIA+ Combate ao Feminicídio Igualdade Racial Educação Pública

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